Thursday, December 02, 2004

Minha casa... É pequena... Não tem bancos para sentar...

O látex da fachada está rachado e amarelado, o branco original sofreu com a ação das recorrentes chuvas, com a umidade, com o excesso de sol, com os repetidos ciclos de estações. Ideal seria substituir a textura da fachada, por granito, por exemplo. Bom mesmo seria mármore, italiano então... Hummmm... Uma ótima pedida.
O fato é que não há disposição para sequer broxar uma cal, pelo menos para cobrir o malhado que entrega o descaso, o descuido, o desuso ou o mau uso.
Assim vai, no “day by day” os que passam perto mal percebem, e se percebem... Isso não rende um comentário.
As “Almas” que residem os casarões ao lado começam a se preocupar com o possível impacto gerado pelo abandono da Casa, outrora tão famosa pela agitação, pelas recorrentes festas e encontros sociais e hoje.... Ao léu.
Não cabe às “Almas” vizinhas reaver este brilho, e sim, somente, e tão somente à “Alma” que ainda reside a Casa... Um dia ela fará...

...

...Os pensamentos foram aos poucos te perturbando, e o mundo foi te levando para tão distante daqui, já nem se lembra do seu primeiro amor e da casa onde foste tão feliz... E quando então esta canção no rádio tocar, certamente você vai lembrar do momento em que você cantou: Mais perto eu quero estar, Meu D-us, de ti, inda que seja a dor, que me una a ti... (Trecho de uma música que ouvia na infância, um duplo sentimento saudosista, o que vem de mim e o que vem da música... A passagem também traz um trecho de “Mais Perto”, um cântico clássico).


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