O Alto e Longe Voar dos Pombos
Padeço, triste, ao me convencer com o calendário que acusa dezembro. O mais temido e, até então, improvável aconteceu, e agora os dois pombos voam alto e longe daqui, donde só ouço falar sobre. E nem sequer tive alternativa, opção, de ter ao menos um na mão, desgarraram-se, pois... Cada um no seu momento.
Não estão em minhas mãos, mas esquentam meu coração, de onde nem a licença poética, muito menos meu ansiar me permitem expulsar, de onde, não fosse a cena lírica, esmaeceriam no frio que agora lá figura.
Me junto aos que têm fome, aos que morrem de vontade, aos que secam de desejo, aos que ardem e como numa tênue linha se enfartam, se congelam, se fecham, sofrem, choram... Morrem por dentro...
Texto dedicado aos que observam de mãos vazias o voar dos pombos, aos que acreditam que a felicidade existe, sim, mas nós não a alcançamos, porque está sempre apenas onde a pomos e nunca a pomos onde nós estamos.

1 Comments:
talvez como seu coração o meu sofra com o ar q passa entre minhas asas...
esta suposta "liberdade" tem um preço sim, q não o medo da morte nem da solidão, pois pode ser q já esteja morto, pode ser q meu coração tenha secado... supomos...
mentimos para nós mesmos...
não morremos por dentro....
se morrêssemos já não sentiríamos mais nada como sinto agora. nem saudades, nem remorso, nem dor...
nossos corações não ficam vazios. levo comigo uma saudade tua, fica contigo uma lembrança minha....
lehitra’ot chaver, chanukah sameach.
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